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11/05/2020 :: Nacionales Galiza

Auto-organizaçom para mudar todo #MudemosTodo

x Briga
La única forma de acabar con este modelo económico y sus consecuencias en la lucha y organización popular

Analisando a origem do novo coronavírus podemos observar que na desflorestaçom sistemática e na depredaçom da natureza está a base para que este ou qualquer outro vírus se converta em pandemia. 

Ao mesmo tempo, as pandemias aumentam os seus efeitos negativos quanto maior é a destruiçom da biodiversidade, facto que também facilita o passo do vírus de animais a pessoas. Tanto a desflorestaçom sistemática como a depredaçom da natureza som consequências do sistema económico em que vivemos: o capitalismo, cuja característica principal é o lucro imediato e a necessidade de crescimento ilimitado sem importar os custos. Isto mesmo é o que acontece com o câmbio climático, as grandes multinacionais e a oligarquia financeira que produzem por cima do que pode aturar o planeta, deixando as vindouras generaçons condiçons de vida a cada vez mais insuportáveis , sobretudo para as classes populares.

Ademais da questom ecológica, que como dizemos tem um papel fundamental nesta pandemia, é importante destacar que, ao contrário do que anunciam e repetem os meios de comunicaçom, esta crise nom é apenas sanitária, mas também (e mui alarmantemente), económica. O Banco da Espanha adverte de que se producirá umha “perturbaçom sem precedentes” e a burguesia, amparando-se nesta situaçom, ataca com dureza as classes populares. No Estado espanhol há 50.000 despedimentos diários e no final do mês passado com esta crise já se destruíram por volta de 900.000 empregos. Perdérom-se mais empregos nessas duas semanas que em todo o ano 2009. No nosso país a situaçom nom é melhor, desde o início da alarma o capital já deixou mais de 203.000 pessoas no desemprego e fechou mais de 5.000 PEMEs. Coma sempre, as grandes prejudicadas desta nova crise somos as classes populares e, ainda mais, a mocidade incluída nelas. À precarizaçom à que já nos submetia este sistema, e ainda sem poder ter-nos recuperado da anterior crise, soma-se umha nova, mas a mesma estratégia para resolvê-la: carregar o peso sobre nós.

Os últimos dados económicos indicam que estamos direcionadas a umha recessom global que poderia ser comparável com a do crack do 29 e a estratégia dos governos ‘democráticos’ é que isto o pague a classe trabalhadora , quando as principais culpáveis som as grandes multinacionais. Estas focalizam a problemática da depredaçom do meio ambiente no indivíduo, enquanto as emissons globais de CO2, as talas maciças de árvores etc, som produto das suas próprias gestons. Som estes mesmo governos os que ponhem a atividade económica por cima da saúde, os que nom duvidam em obrigar o conjunto da populaçom a ficar na casa pola força através da militarizaçom, coartando assim toda a nossa liberdade e capacidade de luita coletiva. Fam todo isto com a escusa de um bem comum (a nossa saúde), mas consideram que esse bem nom é suficiente para paralisar a economia, já que deixar a classe dominante sem o lucro que roubam do nosso trabalho é a sua última opçom neste sistema.

É por todo isto que afirmamos que o vírus é burguesía e a pandemia é o capitalismo. Fica bem claro nestes días que é o trabalhador assalariado quem mediante a venda da sua força física é o que produz riqueza e nom o empresário, como o sistema quer fazer-nos crer. Estamos fartas de ser as que pagamos as crises económicas mentres somos exploradas polas que as produzem. É tam difícil pensar num mundo onde ninguém viva da exploraçom das outras e assim todas podamos ser totalmente livres? É tam difícil pensar num mundo que se baseie em relaçons de solidariedade e produza estritamente o preciso para satisfazer as necessidades da populaçom sem maltratar a natureza, cuja defesa deve ser um pilar fundamental na organizaçom social? 

A soluçom passa inevitavelmente pola superaçom deste sistema que criou toda umha cultura baseada no individualismo. Os meios de comunicaçom estám a louvar estes dias as amostras (embora sejam superficiais) de solidariedade, altruísmo e açons coletivas como oferecer-se a ajudar as pessoas idosas ou com dificuldades, fazer “festas” improvisadas de varanda a varanda, ou ofertar serviços de graça como aulas, concertos etc; mas ao mesmo tempo aprendem-nos desde crianças valores totalmente contrários a estes. Assim é que estamos a ver vizinhas a assinalar-se entre elas polo simples facto de sair à rua, mas ao mesmo tempo nom se questionam quem som os culpáveis de que nom podamos fazê-lo. 

A única forma de acabar com este modelo económico e as suas conseqüências é a luita e a organizaçom popular, desde o micro ao macro. Um Estado, pola sua própria natureza, encontra-se estrutural e profissionalmente separado das massas, sobre quem exerce o poder tomando decisons que afetam as suas vidas. Esse poder descansa, afinal de contas, na violência de cujo uso legal o Estado ostenta o monopólio através do exército e dos corpos policiais. Numha estrutura na qual o poder está distribuído de forma desigual a democracia é impossível. De BRIGA entendemos imprescindível a criaçom de pequenas assembleias de contra poder nos bairros, vilas e aldeias, que tratem de criar relaçons de solidariedade entre vizinhança e que expressem a vontade popular da mesma. Estas pequenas estruturas tenhem de ser ferramentas contra o Estado, que representa e defende a burguesia, e contra as ameaças do capitalismo. 

Esta é a única maneira de superar o sistema de exploraçom capitalista e conquistar um mundo no que a toma de decissons esteja na classe trabalhadora. Com este tipo de organizaçom somos mais fortes, como já temos demonstrado em muitas outras crises (incêndios, Prestige…), a organizaçom popular das galegas é quem de tirar as castanhas do lume a quem durante as vacas gordas se alçam como salvadores. É neste momentos quando podemos ver que umha nova forma de organizaçom social nom só é possível, mas urgentemente necessária. As redes de apoio mútuo servem para desindividualizar os problemas e para coordenar a sua resposta. Toda esta crise demonstra que o capital nom pode ser a prioridade de um sistema e que gerar espaços autogeridos à margem do mercado e do Estado é possível através do tecido comunitário. 

Contudo, nom paramos de escuitar que com o fim do coronavírus acabarám todos os nossos problemas, mas nós sabemos que isto é apenas o princípio, que a idealizaçom da volta à normalidade é umha estratégia para reforçar um sistema que hoje treme desde os seus cimentos. A fim do coronavírus supom o começo de umha crise económica ainda pior que a que vimos sofrendo desde há mais de 10 anos e o pioramento da má qualidade de vida que já de por si nos ofertava este sistema. É por isto que berramos alto e claro que nom queremos voltar à normalidade, queremos mudá-lo todo. Toca aprofundar na capacidade de auto-organizaçom e conceber os laços comunitários como capaces de plantar cara ao clássico conflito Capital Vs Vida. Temos que entender esta crise, pois, como umha nova oportunidade para atingir o mundo que queremos. As condiçons nunca fôrom piores para a classe trabalhadora e, portanto, nunca foi mais necessário que hoje que a mocidade e o conjunto das classes populares nos organizemos para construir o mundo que queremos.

Só assim, decidindo sobre nós próprias, analisando as nossas condiçons materiais de existência, escolhendo as nossas prioridades e educando em valores de apoio e coletividade, poderemos expropriar o poder para o povo trabalhador.

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