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Nacionales Galiza :: 01/02/2013

“Governo municipal mostra nula preocupaçom polas principais problemáticas da juventude”

Briga

O Pedroso entrevista Eva Cortinhas Ferreira, responsável do Grupo de base de BRIGA de Compostela

Quais som os principais problemas e demandas da juventude compostelana?

Ao igual que no resto do país, podemos afirmar que o principal problema que afronta hoje a juventude compostelana representa-o as elevadas cifras de desemprego juvenil. Numha cidade em que mês a mês as cifras oficiais demonstram-nos como se destroem de jeito imparável postos de trabalho, a quantidade de jovens que fôrom enviadas para o desemprego, somada à daquelas que ainda procuram o seu primeiro posto laboral, fam deste um problema de terríveis consequências para a juventude da cidade.

Frente a esta difícil situaçom, a Cámara Municipal que padecemos continua na via da auto-complacência atuando entusiasticamente como agência de colocaçom de jovens em grandes empresas multinacionais com presença na cidade ou acolhendo e promovendo as chamadas “feiras do emprego”. Eufemisticamente vendidas como campanhas de promoçom do mercado laboral, na realidade trata-se de eventos nos que engravatados funcionários e empresários europeus tenhem a oportunidade de dirigir-se a umha juventude desesperada por introduzir-se no mercado laboral, sendo animada a vender a sua força de trabalho em países do centro capitalista sob condiçons amplamente vantajosas para o patrom. Eis as políticas de promoçom do emprego do governo municipal: fomentar que a juventude da cidade emigre como mao de obra barata noutros países, aprofundando assim o grave problema de emigraçom juvenil que devasta a Galiza, e colaborar com as grandes multinacionais ajudando-lhes a procurar juventude da cidade pronta para ser explorada no posto de trabalho.

A auto-organizaçom juvenil é baixa, mas a sua presença nas mobilizaçons populares vai em aumento

A baixa auto-organizaçom, consequência da despolitizaçom e alienaçom à que o sistema capitalista tem condenado à juventude, começa a ser vencida por um evidente aumento do descontentamento e do nível de consciência, derivado à sua vez da crescente precarizaçom das condiçons de vida da juventude trabalhadora.

Impossibilitadas de aceder a um posto de trabalho, padecendo umhas condiçons laborais cada vez piores, sem podermo-nos emancipar do domicílio familiar, sofrendo a miséria material…, nom é de estranhar que a juventude nom só aumente a sua presença nas mobilizaçons populares, mas também que comece a desenvolver um incipiente papel protagonista no seio das mesmas.

Governo municipal do PP, como antes do PSOE-BNG, carecem de preocupaçom pola juventude, centrando-se na criminalizaçom do botelhom

O governo municipal mostra nula preocupaçom polas principais problemáticas da juventude. Bem longe disso continua com a sua teima criminalizadora das atividades tipicamente atribuídas às e aos jovens como é o caso do “botelhom”. Desproporcionadas multas de até 750€ para maiores de 18 anos e de entre 600 e 3.000€ para menores dessa idade, suponhem cada noite quantiosas recadaçons para o Concelho. Resulta irónico que numha cidade com umha taxa de desemprego juvenil disparada e com um crescente número de famílias que vivem sob o umbral da pobreza, a Cámara Municipal opte pola via da repressom económica do “botelhom”. É mais, mofando-se da difícil situaçom económica que se padece em muitos lares, distribui maciçamente propaganda repressiva dirigida à juventude com mensagens que “informam” das multas que receberám por beber na rua. Umha manobra que evidencia a natureza fascistoide da Cámara de Compostela, optando pola via criminalizadora, de repressom e sufocamento económico da juventude e as suas famílias, no canto de medidas educativas dirigidas a fomentar um consumo responsável ou a oferecer alternativas válidas de ócio juvenil.

Quais som as alternativas da juventude da esquerda independentista frente o desemprego e falta de oportunidades?

A atual situaçom de miséria que padece a juventude nom é casual, nem produto dumha má gestom dum governinho de turno, nem muito menos é pontual, como nos querem fazer acreditar, mas é derivada dum sistema depredador que se alimenta da exploraçom da maioria social para benefício duns poucos. Um sistema que agora nom reporta tantos benefícios para essa minoria dominante conduzindo a um aumento da exploraçom cujas vítimas principais somos a juventude e as mulheres. Assim, se o problema está no sistema, a alternativa é clara: derrubar o capitalismo como única forma possível de rematar com esta situaçom de miséria e injustiça que padecemos.

Qual é hoje a funçom dumha organizaçom revolucionária juvenil como BRIGA?

A nossa tarefa principal é continuar oferecendo o necessário espaço para auto-organizaçom da juventude e, desde parámetros estritamente juvenis, trabalhar juntas no combate sem trégua contra o Capital como sistema opressor da classe trabalhadora, derrubando com ele o Patriarcado como o seu fiel aliado e a Espanha como projeto nacional ao seu exclusivo serviço.

 

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