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26/05/2015 :: Nacionales Galiza

Maioria do Comité Central de Primeira Linha abandona o partido

x Diário Liberdade
Reproduzimos o comunicado remetido ao Diário Liberdade por um grupo de dirigentes do partido independentista e comunista galego Primeira Linha.

 

No grupo encontram-se dirigentes das organizaçons estudantil e juvenil da esquerda independentista, AGIR e BRIGA, assim como membros da Direçom Nacional de NÓS-Unidade Popular. 

Eis o conteúdo integral do comunicado:

Comunicado público à militáncia e base social da esquerda independentista

Os militantes e a militante independentistas e comunistas abaixo assinados/a, integrantes até hoje do Comité Central de Primeira Linha, queremos por este meio informar a base social da esquerda independentista galega sobre a decisom coletiva de abandonarmos o organismo de direçom e a militáncia no que até agora foi o nosso partido.

É um facto publicamente conhecido a situaçom de crise interna arrastada nos últimos meses polo nosso partido, que tivo diferentes expressons e conseqüências, igualmente conhecidas.

Os debates realizados e as medidas adotadas sucessivamente na 5º Conferência Nacional de 30 de novembro de 2014 e no 6º Congresso Nacional de 26 de abril de 2015 nom conseguírom mudar as negativas tendências verificadas no interior do partido. Apesar de a maioria de militantes, assim como do Comité Central eleito no referido Congresso ter apostado numha profunda retificaçom política para a corrente que representamos, infelizmente, a falta de unanimidade e de condiçons para a mudança no interior do partido abocam-nos a abandonar a militáncia numhas siglas representativas do que consideramos umha etapa completamente esgotada.

É a essa vontade que responde a decisom formalmente tomada no dia de hoje em Compostela pola maioria do Comité Central eleito no 6º Congresso. Umha decisom que, na nossa análise, expressa umha posiçom latente na imensa maioria da militáncia do partido de que até agora figemos parte.

Ninguém de nós vai desistir das ideias comunistas, independentistas e antipatriarcais. Ao contrário, temos a firme convicçom de que é necessário relançá-las junto a outros e outras compatriotas que fora das reduzidas dimensons do nosso movimento compartilham idênticos sonhos de transformaçom nacional, social e de género. Por isso, consideramos necessário caminharmos num processo sem prazos nem pré-condiçons, que conduza à construçom de um novo espaço político cuja incidência represente e projete para o futuro a dimensom e possibilidades de êxito do independentismo de esquerda existente na Galiza.

Somos conscientes das dificuldades que um processo como esse vai supor. Longe de entrar em qualquer dinámica de acusaçons ou culpabilizaçons, partimos de umha posiçom de sincera autocrítica e manifestamos o nosso total respeito político e pessoal polos/as camaradas que podam decidir manter o seu trabalho sob as siglas de Primeira Linha. Fazemos público reconhecimento de umha organizaçom e de uns/umhas camaradas com as quais nos une umha história de luita comum cuja entrega, utilidade e serviço ao País nunca poderám ser questionados.

Pola nossa parte, preferimos dar passos para o início de um novo ciclo que permita aumentar a incidência do independentismo socialista na transformaçom efetiva da realidade da Naçom. A nossa intençom é trabalharmos por umha confluência ampla e ao nível que for possível em cada momento e em cada localidade da Galiza em que vivemos, trabalhamos e sonhamos. Os mesmos princípios que sempre guiárom a nossa atuaçom política continuarám a guiá-la. Porém, tentaremos dar a esses princípios a concreçom e dimensom social que julgamos merecem e até hoje nunca conseguírom.

O nosso trabalho vai concretizar-se, de maneira prioritária, na entidade juvenil BRIGA e na estudantil AGIR, como até agora, mas também na construçom de alternativas de ámbito local pola ruptura democrática e pola construçom de força social para a independência e o socialismo. Também em todos os espaços sindicais, culturais, feministas, ambientalistas, lingüísticos etc, em que podamos ser de utilidade para os interesses da nossa pátria e da nossa classe.

Acreditamos que o povo trabalhador galego tem força e capacidade próprias para se dotar de um novo espaço capaz de incidir no rumo histórico da nossa naçom e das suas classes populares. Nom nos resignamos ao esmorecimento do projeto nacional galego. Retificando todo que for preciso e a bem dos mesmos princípios que sempre nos movêrom, junto a outros setores do nosso povo que já estám a dar essa luita, com total modéstia, sem pressa e sem pausa, vamos avançar nesse caminho.

Compostela, Galiza, 24 de maio de 2015

Maurício Castro Lopes (integrante até hoje do Comité Central de Primeira Linha e membro da Direçom Nacional de NÓS-Unidade Popular)

Eva Cortinhas Ferreira (integrante até hoje do Comité Central de Primeira Linha e Responsável Nacional de Organizaçom da entidade juvenil independentista BRIGA)

Aarom Curbeira Martins (integrante até hoje do Comité Central de Primeira Linha e Responsável Nacional de Organizaçom da entidade estudantil independentista AGIR

Bruno Lopes Teixeiro (integrante até hoje do Comité Central de Primeira Linha e Responsável Nacional de Organizaçom de NÓS-Unidade Popular)

Iago Moreno Ramos (integrante até hoje do Comité Central de Primeira Linha e membro da Direçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Óscar Peres Vidal (integrante até hoje do Comité Central de Primeira Linha)

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