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06/06/2019 :: Nacionales Galiza

Mais esforços espanhóis contra a simbologia galega: umha batalha de fundo

x Galiza Livre
Amplios esfuerzos españoles contra la simbología galega

Temos reflectido em outras ocasions neste portal que a batalha por banir a simbologia nacional do espaço público tem-se convertido numha prioridade para a direita espanhola, que aproveita umha interpretaçom distorcida das suas próprias leis para dificultar ainda mais a expressom da lealdade galega.

Numha campanha sistemática, fundamentalmente artelhada arredor dos espaços desportivos, o nacionalismo espanhol está a ameaçar mais algo que um símbolo. Os direitos cívicos e a livre actuaçom de opçons sócio-políticas estám realmente em jogo.

Ainda que a hostilidade do Estado -e nomeadamente, das suas forças policiais- contra a popularmente chamada ‘estreleira’ é histórica, é nos tempos mais recentes quando as tentativas de banir o seu uso normalizado alcançam rango legal. Até o de entom, as e os galegos que se viam privados de agitar o seu símbolo faziam-no por decisons despóticas e arbitrárias de agentes policiais e guardas civis, que proibiam introduzi-los em estádios ou identificavam gratuitamente quem as portavam pola rua (por exemplo, caminho dumha manifestaçom). Também foi público e notório, graças a informes internos que se filtraram no parlamento, que a guarda civil engrossava umha base de dados com as matrículas dos carros com o distintivo GZ.

Mas também em matéria de simbologia entramos, com o século XXI e a crise financeira e geopolítica destes lustros, numha nova jeira. Em agosto de 2013, a torcida deportivista asistia à directa proibiçom da estreleira em Riazor. Ante a polémica suscitada, o governo espanhol manifestara por boca dos seus representantes que ‘a exposiçom desta bandeira pode provocar reacçom adversa e violenta por parte de outros sectores da bancada’. Por outras palavras, a democracia justificava a eliminaçom dum símbolo que, para além de opçons políticas, exprime a consciência e lealdade galegas.

De Ponte Vedra a Lugo

Entre os muitos capítulos de censura que decorreram desde aquela, foi especialmente comentado o que levou a umha dura puniçom em Ponte Vedra. Um dos afeiçoados granates, que levava a nossa ensenha no jogo contra o Racing de Ferrol, foi multado em Fevereiro de 2018 com 500 euros. Proibiu-se-lhe aliás a entrada a Pasarom durante três meses. A decisom vinha avalada pola Comissom Estatal contra a Violência, Racismo e Xenofóbia. A entidade, que segue o espírito do novo código penal no respeitante aos ‘delitos de ódio’, tenciona a equiparaçom falsária de ideologias emancipadoras -socialistas e comunistas, anarquistas, nacionalistas resistentes- com as teses da extrema direita. Mas se a teórica proibiçom da simbologia fascista reina nos estádios, a judicatura espanhola deixa total liberdade para a expressom das ideias genocidas na arena política, como testemunha a proliferaçom de discursos favoráveis ao golpe e à ditadura, presentes explicitamente em sectores do PP, e agora de maneira evidente em Vox.

Em Ponte Vedra, a medida repressiva ultrapassava com muito o ámbito desportivo, como se patenteou com o decidido apoio à proibiçom por parte de Lupe Murillo Solís, conhecida representante das elites galego-espanholas em Ponte Vedra: empresária em Pescamar, proprietária do Ponte Vedra CF e deputada do PP, a sua figura representa as claras a ósmose entre poder político, económico e negócio desportivo. Sua foi a orde de os membros da segurança privada de Pasarom confiscassem estreleiras.

E por se houvesse algumha dúvida do calado extra-desportivo da controvérsia que debulhamos, o acontecido em Lugo no passado abril proporciona umha visom de conjunto. Com motivo do mural comemorativo da Revoluçom galega de 1846 realizado polo CS Mádia leva, o vozeiro municipal do PP, Antonio Ameijide, chamava a eliminar das ruas galegas ‘símbolos inconstitucionais como a bandeira nacionalista’. Obviando o feito de que até o momento nom existe sentença judicial que declare a estreleira inconstitucional, e de que o CS tinha mesmo permisso do Concelho para a realizaçom do mural, Ameijide pujo de manifesto a aversom da extrema direita por qualquer mostra de orgulho galego no espaço público. Acarom da estreleira, os e as activistas desenhárom um retrato do poeta chairego Manuel Maria, e reproduzírom os seus versos de ‘Abril de lume e ferro.’

Na passada semana, e ante o protesto parlamentar elevado polo BNG, o responsável pola Secretaria Geral para o Desporto, Lete Lasa, justificava a perseguiçom da estreleira, um símbolo, segundo ele, ‘que impede a necessária coesom dumha sociedade.’ Foi a confirmaçom dumha estratégia sistemática por boca dum significado tecnocrata da extrema direita, curtido no fraguismo desde 2003, e fiel seguidor de Rajoy durante a sua etapa madrilena.

‘Deconstruçom nacional’

Vista com maior perspectiva da que nos oferece a pura actualidade, a década que está a rematar poderá ser considerada umha das etapas nas que a ofensiva contra a afirmaçom nacional galega tomou carizes mais severos. No plano político-institucional, a irrupçom da chamada ‘nova esquerda’ tentou, além do encauçamento parlamentar do grande descontentamento social provocado pola crise, disolver o nacionalismo moderado com processos cissionistas, deslocando o centro de gravidade da contradiçom nacionalismo-espanholismo a um difuso ‘elites contra povo’ de factura madrilena. Esta mudança de marcos cognitivos, com decidida participaçom dos grandes mídia e de sectores arribistas saídos do nacionalismo, foi analisada na passada semana no nosso portal.

A invisibilizaçom do nosso país nom alcançou apenas aos seus representantes mais pactistas, senom que apontou também o independentismo, visando a sua eliminaçom pola via coercitiva. Também nesta década assistimos a vários juizos na Audiência Nacional que impugérom duras condenas a militantes pola sua alegada implicaçom com a resistência galega. No ronsel do excepcionalismo judiciário, as Operaçons Jaro I e Jaro II, ainda com sumários abertos, visam a ilegalizaçom, ou quando menos o abafamento policial e processal, de Causa Galiza e Ceivar.

Tal conjuntura política nom pode desvincular-se de processos estruturais dirigidos por Espanha, como o avanço da substituiçom linguística, o esvaziamento das competências autonómicas até o ridículo, e a re-venda das nossas riquezas nacionais a novos grupos foráneos. Precisamente nestas chaves globais, a organizaçom Causa Galiza analisava o apoio de Lete Lasa (Secretário Geral para o Desporto da Junta) à censura da estreleira nos estádios como parte dum processo ‘de deconstruçom nacional que abrange o sistema produtivo, as infraestruturas, a substituiçom linguística, a ideologia.’

Sem incorrermos na palavrada oca, resulta claro que apenas a posta em andamento dumha estratégia independentista político-social de longo alcanço pode reverter processos que alcançam um ponto crítico.

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