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30/05/2019 :: Nacionales Galiza

Comunicado do Colectivo de Presos Independentistas Galegos

x Presos Independentistas Galegos
Comunicado del Colectivo de Presos Independentistas Galegos

Como é habitual por volta do 17 de Abril, Jornada Internacional de apoios aos e às presas políticas, ainda que este ano com certa demora, o Colectivo de Presas Independentistas Galegas comparecemos publicamente para explicar a nossa valoraçom do actual contexto político e carcerário.

Precisamente, o nosso comunicado do mês passado afirmava que enfrentavámos um período de resistência militante prolongado perante a férrea posiçom do governo do PP mantendo umha política carcerária caracterizada pola excepcionalidade e a chantagem política. Poucas semanas depois umha inesperada moçom de censura no Congresso espanhol, motivada pola corrupçom do partido governante, desalojava o PP da Moncloa.

As declaraçons públicas dalguns membros do novo Executivo espanhol manifestando a sua disposiçom a flexibilizar as condiçons de encarceramento que nos vinham sendo aplicadas sistematicamente junto à reiterada oposiçom política penitenciária vigente da maioria dos grupos parlamentários abriam um novo cenário político. Analisamos que havia possibilidades certas de obter modificaçons substanciais na nossa situaçom carcerária que deviam ser exploradas.

Como é sabido, a dia de hoje, estamos em prisons em território galego os presos independentistas que assi o vimos demandando, o qual prova o sucesso do generoso trabalho desenvolto com planificaçom, constáncia e ambiçom polas voluntárias da Plataforma Cidadá Que Voltem para a casa !, que nestes meses dinamizárom contactos, reunions e encontros, prinncipalmente no ámbito político-institucional determinantes para que hoje podamos estar mais próximos a tod@s vós, aos noss@s familiares, achegad @s e amig@s que durante anos sofrérom o cruel castigo do alonjamento geográfico. Queremos que este parágrafe seja expressom pública de agradecimento e reconhecimento do seu esforço.

Salientamos também a activa colaboraçom de activistas e entidades destacadas na defesa dos direitos humanos, dalguns juristas galegos, assi como a sensibilidade demonstrada por grupos parlamentares e deputadas soberanistas em Madrid e Bruxelas : Alexandra Fernández e Lídia Senra, que acudíroma visitar-nos para conhecer de primeira mao a nossa situaçom nas cadeias e contribuírom decisivamente a rachar com a dispersom.

Hoje devemos lembrar o compromisso militante d@s noss@ irmaos ex-pres@s que durante 14 anos mantivérom a firme oposiçom à dispersom penitenciária nas fileiras do CPIG. Centos de jejúns, recursos judiciais, resistência frente a chantagem e as ofertas individuais forjárom a dignidade independentistas que nas cadeias representa o CPIG.

A solidariedade independentista despregada demonstra-se eficaz e imprescindível na hora de enfrentar a repressom política espanhola. Dúzias de mobilizaçons, campanhas propagandísticas, palestras, Marchas às Cadeias, um ingente esforço económico na assistência anti-repressiva… protagonizados por Ceivar e Que Voltem à Casa !, acompanhárom-nos nestes anos. Insistimos na necessidade de fortalecer estes agentes referenciais na defesa dos nossos direitos.

Efectivamente a cadeia seja em Teixeiros seja em Castela segue sendo cadeia e seguiremo-la enfrentando com a mesma força militante e vontade resistente para as batalhas que sabemos nos tem reservadas. Nom aceitamos nengumha condena penal espanhola, polo tanto reclamamos a nossa liberdade.

Animamos a intensificar a demanda de liberdade para os presos independentistas. Cara este objectivo cumpre manter a interlocuçom político-institucional, as concentraçons mensais e incrementar a visibilidade nas ruas desta reivindicaçom, recuperando com vigor umha práctica militante que sempre se amosou saudável para a luita galega ; também consideramos inexcusável a convocatória pública dos recebimentos aos presos rescém excarcerados.

Por outro lado, sabemos que existem poderosos interesses de Estado ligados à direita espanhola que ambicionam aplicar o máximo rigor punitivo e carcerário para anular a dissidência política na sua aposta totalitária neo-liberal. Frente a essa ameaça só dispomos da conhecida receita da organizaçom e da luita, ninguém nos vai agasalhar os direitos e as liberdades.

Permitimo-nos partilhar mui brevemente umha reflexom comum nas cadeias. Nos últimos anos vimos detectando um preocupante enfraquecimento do compromisso militante e, em consequência, das ferramentas organizativas independentistas que dificultam seriamente estar à altura das circunstâncias políticas e históricas. Paradoxalmente, em um contexto de ofensiva espanholista, reacionária e neo-liberal que gera umha mais ampla adesom às teses independentistas, assistimos a um replegamento cara a esfera pessoal. Sabemos que o diagnóstico é multifactorial, que vai desde a incidência das mutaçons operadas na sociedade até eivas próprias do independentismo, e sobre-passa a finalidade desta mensagem, mas queremos fazer ouvir a nossa voz ao respeito.

Podemos e devemos debater estrategias e formulaçons políticas, mas temos claro que a luita independentista exige firmeça no compromisso político, disciplina militante e capacidade para combater a repressom política ; o contrário equivale a desistir na luita real para reduzir o independentismo a umha caricatura cibernética inofensiva-contemplativa e marginal. Frente a este perigo nós reivindicamos o melhor da tradiçom independentista e revolucionária para a as novas estapas da luita galega. Haverá tempos e formatos mais adequados para aprofundar nesta reflexom, mas cremos que é útil deixá-la apontada.

Queremos enviar umha aperta a tod@ @s independentistas galeg@s perseguidos pola repressom espanhola, qualquer umha que for a sua modalidade e intensidade. Contra o seu objectivo dissuasório multipliquemos os nossos projectos de insubmisom a Espanha e lealdade a Galiza.

Reiteramos a nossa enorme gratitude às solidári@s e particularmente às nossas famílias e pessoas achegadas que percorrem com nós este duro caminho, polo seu apoio e assistência incondicional. Seguimos, a luita é o único caminho !

A nossa solidariedade é imparável !

Viva Galiza ceive !

Denantes mortos que escravos !

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