Nom queremos 'La Vuelta' na nossa Terra!

Defendemos que a Galiza nom é Espanha, e mentres resistamos e combatemos ao nosso inimigo nom o será. Por isso, umha das formas que emprega Espanha para colonizar-nos e converter à populaçom galega ao espanholismo é a celebraçom de grandes fastos desportivos, coma a celebraçom de partidos da seleçom espanhola de futebol ou de basquetebol. «La vuelta» é um exemplo mais desta dependência, já que este evento espanhol passe polo nosso território é umha das tantas imposiçons às quais nos vemos submetidas por padecer esta relaçom de vassalagem.
Faz dous meses a preocupaçom geral na televissom era a crise e a «prima de resgate»,. Umha Eurocopa, umhas Olimpiadas, e «La vuelta» fam que se coloquem em primeiro plano informativo os trunfos desportivos «espanhois», mentres que a realidade galega (umha naçom asobalhada, paro, desfiuzamentos, etc) fica num discreto segundo plano.
«La vuelta» passa por lugares da nossa Terra emblemáticos pola sua beleça e valor natural, como por exemplo o miradoiro do Éçaro e a serra dos Ancares. A chegada a este lugares de vários milhares de pessoas alhéias à nossa natureça e à nossa Terra, junto com todo o despregue de méios (camións pessados, montagem de escenários, etc) nom é o melhor para estas zonas. Querem vender a nossa paisagem por televisom dizendo que nos traerá lucro e futuro, mas o nosso futuro só está longe deles e do poder. Negamo-nos a que o nosso apareça e figure como parte do de eles, na sua televisom e adubado com os seus tópicos de sempre.
A nossa Terra nom precisa de vueltas, nem de liga BBVA, nem de ACB. O que precisa Galiza som equipas galegas e selecçons galegas populares. Depois de negar-nos até a saciedade a possibilidade de que as nossas selecçons compitam a nível internacional e nacional o passo de La Vuelta é umha burla para o nosso desporto. De feito, hoje, o ciclista galego David Blanco ganhou por quinta vez a Volta a Portugal, e declarou nada mais ganhar: «A única coisa que me motivava era a Volta. Nom quero saber da Vuelta, Tour ou Giro para nada». Noraboa ao ciclista suiço-galego.
Por todo isto convidamos a toda a cidadania galega consciente a que rejeite o passo desta prova alheia por Galiza, denunciando a situaçom de negaçom nacional que sofremos e colocando o nosso desporto de base e popular como a alternativa de um povo asobalhado frente a imposiçom do império que, com chularia, entende que pode dispôr e passeiar lá por onde queira.
NOM QUEREMOS «LA VUELTA» NA NOSSA TERRA!
QUE SE VAIAM!







